Era uma vez minha primeira vez


Teresa, Clara, Tuca, Fernanda, Patty e Joana são amigas inseparáveis desde o tempo da escola. Num dos seus encontros rotineiros, quando já adultas, começam a relembrar a famosa "primeira vez" de cada uma. Primeiros namorados, o relacionamento com os pais, as mil e uma inseguranças tornam-se o foco da conversa e o ínicio de um livro pra lá de divertido.

Quando comecei a leitura de "Era uma vez minha primeira vez" já sabia que logo seria capturada pela incrível forma de escrita da Thalita Rebouças, mas grande foi minha surpresa ao perceber que eu, agora aos 18 anos, me sinto tão - ou até mais - apaixonada por sua narrativa quanto aquela leitora da série "Fala sério!", com 13 anos. Já nas primeiras páginas me vi absorta no livro e aos pouquinhos me apaixonei (ou odiei!) cada um dos personagens. 

"Na adolescência, parece que está todo mundo olhando para você a todo minuto, tecendo comentários pela suas costas, apontando para a sua roupa. Por isso acho que todo mundo passa a se vestir igual nessa época. É fase esquisita mesmo."


No livro, conhecemos a primeira transa de cada uma das meninas, desde a Teresa que conhecia um rapaz lindo e super simpático, até todas as aflições que a Tuca tinha, com a altura, seu corpo e o medo de engravidar, só de pensar no assunto. Algumas de maneira natural e outras como se fosse a pior coisa do mundo, narram e relambram suas histórias de um momento tão marcante.

Li "Era uma vez" em dois dias, fazendo pausa apenas para dormir. Comecei de madrugada e na tarde do outro dia já tinha terminado. A autora trata o tema, muitas vezes tido como tabu, de maneira leve e natural, e os leitores certamente se identificarão com alguma das histórias. Uma super indicação para as férias!

"Aprendi que a primeira vez não precisa ser exatamente boa. Afinal, tem sempre a segunda, a terceira, a quarta, a nonagésima vez. E cada vez é melhor que a anterior."

Descrição


Fitou-se no espelho como quem descobre alguém novo. Ali, podia ver o reflexo de alguém diferente, alguém que passou por diferentes (e muitos) obstáculos, mas que ainda assim continuava firme. Nos olhos, sinais da insônia da noite passada se revelavam: era pensando nele, mais uma vez, que teve seu sono roubado. O cabelo ondulado e com cor de terra escura descia até a altura dos seios. A boca séria, escondia seu sorriso de menina. Como ela amava seu sorriso!, ousava dizer.

O corpo agora com curvas, a satisfazia. Foram oito quilos a mais em um ano, oito quilos que preencheram cada uma de suas crises passadas por ser magra demais. Peitos e bunda num tamanho satisfatório, estrias em alguns lugares, colocação de pintinhas de alergia à formiga nas pernas. Ela se orgulhava de ser quem era. As unhas das mãos pintadas de rosa escuro, os pés tamanho 35 - sem esmalte, por favor -, a cor mogno que lhe envolvia. O coração do tamanho do mundo e a cabeça cheia de planos para o amanhã.

Sorriu por ser quem era, orgulhosa de cada uma das partezinhas do seu corpo. "É preciso se colocar em primeiro lugar, amar quem você é para só depois permitir que te amem", ela sempre ouvira. Hoje sentia o quão verdadeira era essa frase. Passou um ano todo nessa transição, se conheceu, se aceitou, se moldou e, principalmente, 
me amei.

Esse texto faz parte do projeto 642 coisas sobre as quais escrever, cujos temas podem ser vistos aquique tem esse grupo no Facebook também :) Hoje eu escrevi sobre o tema #1: "Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro." Espero que tenham gostado!

Janeiro, 2016


Dessa vez resolvi mudar um pouquinho o jeito como fiz todos os Document your life's até o momento. Em vez da música de fundo, recitei um poema que gosto muito. Peço desculpas pela voz (que poderia muito bem ser melhorzinha), mas espero que vocês gostem. Sinto que ficou um pouquinho mais íntimo, sabe? Depois me contem como vocês preferem :)

Histórias curtas


Publicado em 2015 na edição pela editora Nova Fronteira, Histórias Curtas, de Rubem Fonseca, é uma reunião de diversos contos. Desde a história do rapaz que se casou com uma negra e uma índia e depois de engravidá-las, passeava com os bebês em carrinhos que lia-se "tenho um filho de uma mulher negra e uma filha de uma mulher índia. Abaixo o preconceito racial.", até o senhor que ao completar 100 anos, decidiu comemorar de um jeito bastante peculiar... morrendo.

O livro trabalha com diversos temas, mas podemos perceber ligeira ênfase na loucura humana e no adultério. Em diversos contos tais questões são questionadas, e de tanto que a loucura apareceu, por várias vezes eu me perguntava "será que esse personagem também é louco?". 


"Não há quem não ame o perfume do próprio peido. Mas todos odeiam o das outras pessoas, acham-no de um fedor desagradável, insuportável mesmo. Até o dos respectivos consortes, com quem invariavelmente dividem o mesmo lençol. Isso é uma irrefutável prova o nosso egoísmo: o que é nosso é sempre bom, pode ser um peido ou uma xícara de café, o que é dos outros é sempre ruim, pode ser um peido ou uma xícara de café."

Li o livro em menos de três dias, mas não foi uma leitura tão agradável. De escrita simples e fluida, é fácil se prender as tramas, mas não fui cativada pelos personagens. Talvez meu erro foi ter lido tão rápido, numa tacada só, sem reservar tempo para absorver personagens e situações. No mais, por se tratar de um livro com poucas páginas, a leitura ainda assim é indicada para aqueles que querem fugir de livros contínuos.

No Skoob, dei três estrelinhas para ele. A resenha ficou curtinha, mas é só isso mesmo. Não tem muita coisa para abordar, visto que os contos não passam de duas/três páginas. É só lendo pra formar sua opinião :)

Tag RIP IT or SHIP IT


E se você pudesse formar casais literários aleatórios, quem você escolheria? Gravei uma tag muito bacana brincando de ser cupido e os casais ficaram muito inusitados! Se eu shippo ou mato Christian Grey e o bad boy Rob, de Quando cai o raio, você só decobre se der o play! Mas eu garanto que o vídeo inteiro vale a pena - ou pelo menos as risadas.



Você concorda com as minhas escolhas ou acha que um casal que matei daria super certo juntos? Deixa aí nos comentários!