Para encontrar o pote de ouro


O sol se escondia timidamente atrás das nuvens, enquanto os pássaros anunciavam a chegada de mais uma quarta-feira nublada. O vento balançou as cortinas liláses do quarto e ela se curvou um pouco mais na cama, enfiando os pés debaixo do edredon. O despertador já havia tocado e, querendo adiar as surpresas que o dia prometia, permitiu-lhe os tão sonhados “cinco minutinhos”.

No mundo dos sonhos podia ser quem quisesse. Podia, ali, criar asas, usar poderes mágicos, conhecer países diferentes ou experimentar comidas novas. Podia cantar e dançar sem medo de ser alvo de piadinhas. Ali, e só ali, ela podia meter a cara nos livros sem se preocupar com o tempo, sem se preocupar com compromissos. Podia fazer (e desfazer) amizades e relacionamentos; podia amar e ser amada de volta.

Mas a vida real não é tão simples assim. Não existem asas ou poderes mágicos que nos permitam saborear apenas a parte adocicada do amor. Não existe despreocupação onde os minutos são preciosos e raros. Não existem relacionamentos que perduram sem se manter em equilíbrio, onde só uma das metades se entrega verdadeiramente.

Não existem, também, conquistas sem sofrimentos. Para encontrar o tão almejado “pote de ouro” alguns obstáculos precisam ser enfrentados e a dor é inevitável. É preciso quebrar barreiras e andar sobre brasas para alcançar objetivos e realizar sonhos. E para isso é preciso dar o primeiro passo e ter coragem: levantar de manhã cedinho, tomar um suco de melancia, pentear os cabelos e estar pronta para viver. Abre os olhos, menina. Encara a vida que o mundo é só teu.

Compras de Bienal - 2014

Bienal não é só conhecer amigos virtuais, booktubers e autores legais não, é falir também. Gravei esse segundo vídeo pra mostrar todas as minhas comprinhas de Bienal e já garanto: só livro f*da! :D

O que eu ando lendo

De uns tempos pra cá, venho pegando vários livros pra ler. Porque as obras não me prendem completamente ou por aquela vontade louca de querer ler o mundo em uma semana. No fim, não deu certo. Ando enrolando com três livrinhos há um bom tempo e vim dividir essa minha angústia literária com vocês.

1) Ostra feliz não faz pérola, Rubem Alves
Sinopse: Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Com estas palavras, o próprio autor define o seu livro. Rubem Alves, um dos intelectuais mais respeitados do Brasil revela muito de suas próprias experiências de vida em Ostra feliz não faz pérola. Um prato cheio para quem busca conhecer novos pontos de vista sobre a vida.

2) Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
Sinopse: É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.

3) Não se apega, não; Isabela Freitas
Sinopse: Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos. Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado. Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico.

Vocês já leram algum desses livros? Gostaram ou não? Também andam parados em alguma leitura chatinha? Deixa aí nos comentários!